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terça-feira, 30 de julho de 2013

Fotos e Fofocas da F-1 nº 14

AS FRASES MAIS CÉLEBRES DA FÓRMULA 1 POR NELSON PIQUET:

Repórter --- "Piquet, vai correr pra ganhar?"
Piquet --- "Não!!! Vou correr pra chegar em 13°!"

PS: Embora existam versões que citam que ele falou que era pra chegar em 9º.




"Ele gosta de chuva, eu gosto de sol. Ele gosta de mulher feia, eu gosto de mulher bonita. Ganhei 3 títulos, ele perdeu 2." - Nelson Piquet sobre Nigel Mansell





"...Os carros da Ferrari são caixões sobre rodas..." - Nelson Piquet depois da confirmação da morte de Gilles Villeneuve no GP da Bélgica de 82


"Não ia incomodar um cara que estava em uma situação pior que a minha, então fui levando." - Nelson Piquet sobre Frank Williams e a guerra interna com Mansell em 86 - Frank estava no hospital, paraplégico

"Meu erro foi não ter dedicado um tempo razoável para observar a Lotus antes de assinar o contrato." - Nelson Piquet (Não preciso escrever o porque, certo?)

"Quando descobria alguma coisa boa pro meu carro, eu só falava em cima da hora. Assim, não dava pro Mansell aproveitar." - Nelson Piquet

"Senna se arrisca demais; Prost é cheio de frescura; Rosberg muito confuso; e Arnoux, um panacão." - Nelson Piquet sobre os maiores rivais da época

"Na Lotus, o Ayrton ganhava menos da metade do que vivia dizendo. Eu sei disso porque li o contrato dele." - Nelson Piquet


"Senna é o melhor piloto? Porra nenhuma! Melhor é o Prost, que é tetracampeão" Perguntado se ele admitia que Senna era o melhor piloto da F1 e novamente batendo o pé contra seu desafeto. (1993) - Nelson Piquet


"O Senna, é claro! Eu e o Prost já ganhamos tudo e estamos mais pra lá do que pra cá na carreira. O Ayrton, não. Vai se matar se for preciso, para chegar ao título e ser considerado o maior de todos os tempos." Quando foi perguntado quem seria o seu piloto caso ele tivesse uma equipe. - Nelson Piquet

"Uma corrida não se ganha na primeira volta, mas se perde." Dando um alerta aos novatos. 

- Nelson Piquet

"Mansell é o maior idiota que já vi." Sua opinião sobre o Nigel Mansell. 
- Nelson Piquet

"A Indy é um brinquedo para velho aposentado, como eu." Perguntado a diferença entre Fórmula-1 e Fórmula Indy. 
- Nelson Piquet

"O negócio dele é garotões. Eu nunca o vi com mulher." Sobre o gosto sexual de Senna.

- Nelson Piquet




"Mansell tem as 2 mulheres mais feias da Fórmula 1" Piquet falando sobre as mulheres do Mansell. Uma era a esposa dele, e a outra a estátua da mulher dela que o Mansell tinha mandado fazer e colocado no jardim de casa. - Nelson Piquet

Piquet reclamando da Formula Indy: "O cara roda, é bandeira amarela.... Passarinho cagou na pista, é bandeira amarela...."

"Não sei quem inventou de chamar o Alain Prost de professor, se o Prost foi o cara que mais fez cagada na F-1" - Nelson Piquet





"Tá com o ** coçando?"
Suzuka 87, Nelson Piquet dando autógrafo para torcedoras japonesas, que é óbvio, respondiam com um sorriso

"Senna não gosta de mulher"
Jacarepaguá 88. O fato é que o Senna era tão perturbado que não tinha tempo de dar o cú - Nelson Piquet




"Vindo de mim, nenhum!" - Nelson Piquet  respondendo a um repórter idiota, sobre se ele tinha algum conselho para os jovens talentos brasileiros

"Quando viu que não tinha papel higiênico, aí sim ele urrou como um leão!" - Nelson Piquet sobre o fato de ele ter escondido o papel higiênico do box da Williams na caganeira de Mansell em 87 no México

"Enzo Ferrari é um Saturno que continua devorando seus filhos"
Falando para a Autosport sobre a zona que é a Ferrari

"Prefiro correr contra você e não com você"
Nelson Piquet falando a Ron Dennis, depois de ser sondado para pilotar a McLaren de 88

Repórter:
- E aí Piquet. Como vai ser a corrida amanhã?
Piquet:
- Sei lá porra, não sou adivinho!



"O meu sangue tem mais gasolina do que hemoglobina" - Nelson Piquet

Depois que ele já tinha parado fazia algum tempo um repórter perguntou se ele assistia as corridas pela televisão. Ele respondeu: "Com a TV muda, para não ouvir as besteiras que o Galvão fala!" - Nelson Piquet

“Acho que o Schumacher vai acabar com o estoque de chassis da Benetton” - Nelson Piquet (Depois que Schumacher destruiu com o carro no treino do GP Japão/91) 

“O que eu e meu filho temos em comum? A mentira”- Nelson Piquet (Entrevista ao Fantástico de 2004) 

Eu falo o que penso, e me arrependo depois. Se fosse pensar muito, ia virar o Emerson (Fittipaldi), que só fala bem de todo mundo ..." - Nelson Piquet

"O Rubinho, apesar ter vencido algumas corridas, é um piloto comum e pegou um osso duro de roer, que é o Schumacher. Esse é o maior problema dele. Rubinho não fica impossibilitado por causa da Ferrari. Ele fica impossibilitado porque o Schumacher é melhor do que ele", opinou Piquet, crítico de Barrichello há anos. - Nelson Piquet

...seu trabalho consistia em empilhar pneus e limpar as ferramentas. Piquet ainda foi designado para limpar o capacete de Carlos Reutmann. Quando Nelson entregou-lhe o capacete, Reutmann olhou para ele e disse: "Garoto...você não serve nem para limpar o meu capacete". Mal sabia o argentino que o troco viria alguns anos depois com Piquet campeão do mundo em cima do próprio Reutmann. Piquet olha pra ele e diz: "Para limpar o seu capacete eu não sirvo, mas talvez você possa limpar o meu que é de campeão mundial”.

“Depois do acidente de San Marino 87, eu nunca mais fui o mesmo piloto de reflexo, de visão, de nada. Eu perdi a capacidade de concentração.” - Nelson Piquet

Repórter: "Os pilotos fazem amizade?"
Piquet: "Sim"
Repórter: "Então porque você socou o Salazar?"
Piquet: "Pra ele aprender"
Repórter: "Porque não no Mansell?"
Piquet: "Porque esse não iria aprender nunca"








"Sabe porque o Senna corre com o número 12? Porque ele é só meio viado." - Nelson Piquet



"Ser campeão do mundo não muda nada na sua vida, voce acorda no outro dia com fome, com dor de barriga, peida..." Nelson Piquet

"O automobilismo brasileiro não poderia estar pior" Nelson Piquet sobre a atual situação do automobilismo brasileiro (1997, embora o quadro só piorou desde então).

"Não costumo ler jornais e gasto meu tempo livre longe do automobilismo. Não sou como o Senna." Nelson Piquet

"O Senna vive para o esporte e tira o máximo proveito do fato de ser considerado o grande herói das pistas. Às vezes fico pensando que não sabe fazer mais nada na vida." Nelson Piquet

"Medo faz parte do jogo, mas o trânsito no Brasil é muito mais fatal do que um circuito de Fórmula-1." Nelson Piquet"Bom é viver um dia depois do outro. Isso basta como troféu. Ganhar não é tão importante." Nelson Piquet

Repórter — Você conquistou o mesmo números de títulos do Senna na Fórmula 1, no entanto fala-se muito no mito Senna e deixam de citar o Piquet, ainda vivo. O que você acha disso?
Piquet — Eu vejo isso como ótimo. É bom que eu dou menos entrevista, e o pessoal enche menos o meu saco.

Repórter - O dinheiro é importante?
Piquet - Lógico, muito importante.
Repórter - E as mulheres?
Piquet - Ajudam a gastá-lo.

Repórter - Piquet, acho que você não esperava por esta vitória certo?
Piquet - Realmente não, eu esperava que todos batessem na primeira curva.(Canadá 1991, sua ultima vitória, dada de bandeja pelo Mansell)

Repórter - Nelson você não acha que andando só na frente seu filho não vai aprender a ultrapassar?
Piquet - Não sei, mas acho que você anda aprendendo a falar asneira com o Galvão Bueno. (na época da F3 sulamericana)

Repórter: “Por que os cobertores nos pneus?”
Piquet: “Porque estão com frio!” (O Piquet foi o primeiro piloto a colocar os cobertores nos pneus para mantê-los aquecidos.)

Repórter: Na Fórmula 1 tem algum viado??
Piquet: Se tiver eu como!( Se ele fosse piloto atualmente...)


“O Gilles [Villeneuve] usava um capacete com número menor, daí o capacete comprimia o seu cérebro, era só ele colocar e sair fazendo besteira.” Nelson Piquet

Repórter: “Atrás do que vocês estão sempre correndo?”
Piquet: “Da grana meu amigo, atrás da grana!”





No primeiro teste de Piquet na F1…
Repórter: “Já sentou em um F1 antes?”
Piquet: “Sim, meu amigo Emerson tem um e eu sentei no banco dele uma vez pra tirar foto.”


Repórter: 
Nelson, a quem você dedica este título de 1981 ???
Piquet: A mim mesmo, porra! Fui eu quem ganhei o campeonato, vou dedicar aos outros..."

Repórter: "Piquet, como é que você fez aquela curva?" 
Piquet: "Ah, eu reduzi antes de entrar na curva e quando estava no meio, acelerei. "
( Acho Que toda curva faz assim...)

"Sabe como eu fiz pra passar o Pironi? Dei uma graninha pra ele e fui embora!"  - Nelson Piquet

Eu me cagava de medo em toda largada, principalmente se visse o Andrea de Cesaris ao meu lado. - Nelson Piquet

"Quero que o Senna e o Mansell dêem uma porrada na primeira curva e o motor do Prost exploda na seguinte: tudo isso está nos meus planos, aí eu ganho mais facilmente." - Nelson Piquet no GP da Italia de 1986



Quando vi o carro dele ali parado, quase que tive um orgasmo !!!
Nelson Piquet, quando quebrou o carro do Mansell na última volta do GP do Canadá de 1991, dando a vitória ao brasileiro.


                                       Nelson Piquet no pódio orgásmico do GP do Canadá de 1991.




sexta-feira, 24 de maio de 2013

Fotos e fofocas da F-1 nº 8

O ANTES E O DEPOIS DOS DOIS TRI CAMPEÕES MUNDIAIS NELSON PIQUET E NIKI LAUDA:

Piquet e Lauda anos 80


Piquet e Lauda 2012

sábado, 18 de maio de 2013

Honda - Uma história de sucesso

Carro clássico da equipe Honda de F-1.
Carro da equipe Honda de 2006







A Honda anunciou que voltará à Fórmula 1 em 2015 como fornecedora de motores da McLaren, revivendo uma das parcerias mais bem sucedidas da história do automobilismo. Antes da McLaren, a Honda também teve uma parceria vencedora com a Williams, a primeira grande equipe a utilizar estes propulsores japoneses.
A presença da Honda na Fórmula 1, contudo, tem uma origem mais garagista e uma trajetória fascinante. Vamos recapitular esta história.

O início: Honda Racing Company — 1964 a 1968

Nascida como fabricante de motocicletas, a Honda formou sua equipe de Fórmula 1 em 1964, apenas um ano depois do lançamento de seu primeiro carro, o S500. A equipe era completamente japonesa, com exceção da dupla de pilotos, os americanos Ronnie Bucknum e Richie Ginther.
Os novatos japoneses surpreenderam por terem construído seus próprios motores e chassis, algo que só a Ferrari e a BRM haviam feito até então, especialmente em uma época na qual o Japão ainda não tinha o status tecnológico atual. O RA271 tinha um V12 transversal e foi o primeiro carro japonês de Fórmula 1. O primeiro pódio veio na temporada seguinte, no GP do México de 1965 vencido por Richie Ginther.

Richie Ginther vence o GP do México de 65 a bordo do carro da Honda Racing.




















A equipe, contudo, só voltaria ao topo em 1967, quando John Surtees venceu o GP da Itália a bordo do RA301, apelidado de “Hondola” pela imprensa devido ao chassi desenvolvido pela Lola.

O "Hondola" carro da Honda apelidado por causa do chassi da Lola


No ano seguinte Surtees ainda conquistou outros dois pódios com o Hondola, antes de a equipe introduzir um novo carro, o RA302. Em sua corrida inaugural, o GP da França de 1968 em Rouen-Les-Essarts, o piloto Jo Schlesser perdeu o controle do carro e sofreu um acidente fatal que motivou a fábrica a se retirar da Fórmula 1 ao fim da temporada.


Os anos de ouro — 1983 a 1992

Em 1983 a Honda voltou à Fórmula 1 como fornecedora de motores, incialmente para a pequena Spirit, e na última etapada do campeonato para a Williams, que abandonou o Cosworth DFV aspirado em favor do Honda V6 turbo.
Na temporada seguinte a Williams tornou-se a única equipe a usar os motores Honda. Keke Rosberg venceu o GP de Dallas e conquistou a primeira das 40 vitórias dos motores Honda na era turbo.


Em três anos os motores Honda já haviam se tornado os mais confiáveis e econômicos do grid. Ainda equipando os carros da Williams eles fomentaram o duelo entre Nigel Mansell e Nelson Piquet e levaram a equipe ao título mundial de construtores.

A Honda forneceu seus motores para equipe Willians.

Em 1987 a Honda passou a fornecer motores para a Lotus, que tinha Ayrton Senna como principal piloto. Foi o início da relação entre Senna e os japoneses da Honda que, dizem, ter sido fundamental para a parceria com a McLaren no ano seguinte. Com o novo motor Senna ficou em terceiro lugar no campeonato de pilotos.

Honda também fornece motores para equipe Lotus onde corria Ayrton Senna.

O duelo entre Mansell e Piquet se repetiu em 1987, com vantagem para o brasileiro. A Williams conquistou seu segundo título de construtores, Piquet faturou seu tri-campeonato.
Em 1987, a Willians conquista seu segundo título de construtores com motores Honda.

















Com o sucesso dos Williams-Honda e o fracasso dos motores TAG-Porsche, a McLaren passou a usar os motores Honda em 1988. Junto com os motores veio Ayrton Senna, que enfim conseguiu a combinação ideal de chassi (MP4/4) e motor (RA168) e ganhou seu primeiro título mundial. O McLaren MP4/4 usava como base um antigo projeto de Gordon Murray feito ainda na Brabham. Com uma linha mais baixa na porção traseira para reduzir o arrasto aerodinâmico, o carro era brilhante no papel, mas só funcionou com a chegada dos motores V6 de 80º da Honda, que mantinham o centro de gravidade mais baixo. Venceu 15 das 16 corridas da temporada e o campeonato de construtores.
Mclaren MP4/4 com motor Honda RA168. O carro que venceu 15 das 16 provas disputadas.


Em 1989 a Lotus perdeu o fornecimento da Honda, que passou a fazer seus motores exclusivamente para a McLarem. O V10 de 3,5 litros manteve o equilíbrio entre desempenho e confiabilidade do antecessor turbinado e levou a McLaren ao bicampeonato de construtores e Alain Prost ao seu terceiro título. O motor permaneceu o mesmo até 1990, quando Ayrton Senna sagrou-se bicampeão e a McLaren levou o tricampeonato consecutivo de construtores.
A Honda ainda forneceria uma versão V12 para a McLaren que equipou o MP4/6, usado por Ayrton Senna na conquista de seu terceiro título em 1991. Com a ajuda de Gerhard Berger a equipe faturou o quarto título seguido, o sexto da Honda em seu retorno à Fórmula 1. Uma variação do V12 foi usada em 1992, mas ao fim da temporada a Honda sofreu os efeitos do período de recessão econômica e cancelou suas atividades ligadas à Fórmula 1.
                                          Motor V10 de 3,5 litros da Honda, equipou as Mclarens de 1989.

A volta da equipe de fábrica — 2006 a 2008

Depois de oito anos fora da F1 a Honda anunciou o fornecimento de motores para a British American Racing (BAR) em 2000. Em 2004 os japoneses compraram 45% da equipe e chegaram ao vice-campeonato de construtores, atrás apenas da então onipotente Ferrari. No fim de 2005, a Honda adquiriu os 55% da equipe que ainda pertenciam à British American Tobacco, formando a Honda Racing F1 Team. Com controle da própria fábrica e uma dupla de pilotos formada pelo jovem talento Jenson Button e pelo experiente Rubens Barrichello, recém saído da Ferrari, a equipe parecia promissora, mas decepcionou com apenas um pódio (Jenson na Malásia).

                                                                   Jenson Button pilotando o carro da Honda.

Em 2007 a equipe perdeu o patrocínio da British American Tobacco (Lucky Strike). Sem dinheiro e com um carro incapaz de acompanhar os times de ponta — e até mesmo novatos como a Super Aguri, que usou os carros da temporada anterior da Honda — a equipe não passou do 10º lugar.

Ross Brawn e Nick Fry foram trazidos para renovar a equipe e torná-la competitiva, mas a crise econômica mundial mais uma vez abalou a fabricante japonesa. Ao fim da temporada a equipe foi vendida para Brawn, tornando-se a Brawn GP e, posteriormente, a atual Mercedes AMG.

                                                         Brawn GP, sucessora da Honda em 2009.

Revivendo os bons tempos?

Em 15 de maio de 2013 a Honda anunciou que voltará a fornecer motores V6 turbo para a McLaren a partir de 2015. A expectativa é reviver a bem-sucedida parceria entre 1988 e 1992, que rendeu 44 vitórias, quatro títulos de pilotos e quatro de construtores.


Fonte: Jalopnik Brasil.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fotos e Fofocas nº 7

Nelson Piquet costumava tirar uns ou vários cochilos durante suas estadas na Fórmula-1. Aqui nesta imagem foi flagrado em um de seus momentos de stand-by durante o GP de Detroit em 1982 quando corria pela Brabham. O narrador da Rede Globo Galvão Bueno sempre chamava a atenção do telespectador dizendo "olha a concentração do Piquet", pelo que estes tempos atrás o próprio Nelson tratou de desmentir que aquilo não era concentração não, "- Eu dormia simplesmente porque estava com sono caramba".

Piquet tirando uma "pestana" nos boxes da Brabham em 1982.



quarta-feira, 27 de março de 2013

Brabham BT54


Em 1985, o então bicampeão mundial Nelson Piquet já estava meio que de saco cheio da Brabham. Embora ficasse maravilhado com a imponente estrutura da equipe, achasse o bigode de Gordon Murray um luxo e admirasse a capacidade de Bernie Ecclestone em sugar os outros com contratos leoninos, Piquet já havia chegado a um ponto em que precisava de novos ares. Ele continuaria na equipe naquele ano, mas já procurava uma nova casa para 1986.
Além disso, a Brabham passava por um período meio conturbado em termos financeiros: a Parmalat havia abandonado a equipe no final da temporada de 1984 e ela ficou um tempo sem um patrocinador principal antes de conseguir um acordo com a Olivetti. Antes das máquinas de escrever italianas, a mídia dizia que a Brabham seria vendida à Ford e teria como patrocinador principal as caríssimas garrafinhas de água da Perrier. Quer dizer, incertezas demais para uma equipe só. Que acabou não conseguindo fazer um carro à altura da igualmente poderosa McLaren.
Brabham BT54

Vamos falar do BT54, então. Desenvolvido pelo egrégio Gordon Murray, o Brabham BT54 tinha como grande novidade técnica a adoção dos pneus Pirelli em substituição aos Michelin do ano anterior. Muita gente contestou a escolha, já que as demais equipes de ponta utilizavam Goodyear, mas Bernie Ecclestone só fazia suas escolhas baseado em questões econômicas, como sempre. Borracharia à parte, milhões de dólares foram gastos no desenvolvimento do novo chassi e de um novo sistema de transmissão. O motor ainda era o BMW, que alcançava 800cv na corrida e mais de 1.000cv nos treinos oficiais. Na pré-temporada, o otimismo era explícito. “Este carro é muito mais fácil de pilotar que o anterior”, garantiu Piquet. “Ele é ao menos um segundo mais veloz que o carro do ano passado”, celebrou o chefe Herbie Blash.

Nelson Piquet pílotando o Brabham BT54

Infelizmente, as boas expectativas não corresponderam à realidade. Piquet teve uma temporada terrível, marcou apenas 21 pontos e ganhou apenas uma única corrida, o GP da França em Paul Ricard. O grande calcanhar de Aquiles do BT54 eram justamente os pneus Pirelli, muito ruins em pistas mais abrasivas, na chuva ou em temperaturas mais baixas. O novo câmbio também era extremamente frágil e quebrou bastante nas mãos de Piquet e de seus companheiros, François Hesnault no início da temporada e Marc Surer no final. O chassi, no entanto, era muito bom e funcionava muito bem em pistas velozes. A receita para a vitória em Paul Ricard estava aí: chassi bom em pistas de alta, motor BMW potentíssimo, pneus adequados para uma pista pouco abrasiva e muito quente e piloto com ótimo retrospecto nos traçados velozes. O restante do ano, todavia, foi muito fraco. Registro aí as linhas modernas e a clássica combinação de cores da equipe. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Fusion GP - Episódio 2 " O carro "

Fusion GP; o duelo entre Nelson Piquet e Niguel Mansell




Desafio lançado. Desafio aceito. Piquet e Mansell topam uma nova corrida. Mas, antes, querem conhecer o carro da disputa. Assista ao 2º episódio do Fusion GP.






Fusion GP - Episódio 1 " O encontro "

Fusion GP; o duelo entre Nelson Piquet e Niguel Mansell




 Para quem não sabe, é a nova ação de marketing da Ford para promover o novo Fusion

 Nelson Piquet, brasileiro, 3x campeão do mundo era rival de Nigel Mansell, inglês, 1x campeão do mundo pela Wiliians.

Foram grandes pilotos, na época que fórmula 1 era sinônimo de competição, arrojo, garra e amor ao asfalto. Pilotos brasileiros não se vendiam e tinham bolas de aço!

Serão em 4 episódios, eis aqui o primeiro da série:





sábado, 18 de agosto de 2012

Fotos e Fofocas nº 3



Foto de Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno quando ambos começaram no Kart. Eles eram amigos de infância e chegaram correr junto pela equipe Benetton na F-1.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Fotos e Fofocas nº 2


Amigos? Que nada, Senna odiava Prost, que detestava Mansell, que não suportava Piquet, que abominava Senna.

A pior decisão na carreira de Nelson Piquet

No dia 9 de agosto de 1987, Nelson Piquet venceu, “com o pé nas costas”, como ele mesmo diria, o GP da Hungria e anunciou oficialmente sua ida para a Lotus na temporada seguinte. “Pedi alto e eles aceitaram”, disse o malandrão, que assinara um contrato de 8 milhões de dólares na época. Estava fulo da vida com a Williams, mas pouco ciente do que viria nos próximos dois anos.

Nelson Piquet com expressão preocupada. Temporada de 1989.

Naquele fim de semana ensolarado em Budapeste, Piquet não esperava pela vitória. O companheiro de equipe Nigel Mansell liderou o qualifying e as Ferraris de Michele Alboreto e Gerhard Berger se mostraram competitivas, classificando-se em 2º e 3º, respectivamente. Ele sabia, entretanto, que os carros italianos eram pouco confiáveis e que, diante do calor magiar, provavelmente cederiam.
Foi o que aconteceu. Largando da segunda posição, Berger saiu da corrida com um problema no diferencial na 13ª volta, enquanto o motor de Alboreto estourou na 43ª. Na 71ª passagem, a chave de ouro para um domingo de sorte: a porca da roda traseira direita de Mansell se soltou e o inglês, que liderara 71 das 76 voltas, abandonou. Dobradinha brasileira com Piquet e Ayrton Senna, da Lotus, e Alain Prost em terceiro. “Estava conformado com a segunda colocação”, admitiu o ex-piloto da Brabham.
Depois daquela vitória, Piquet e Mansell subiram quatro vezes ao pódio nas cinco provas seguintes e a F1 chegou a Suzuka, penúltima etapa do campeonato, com tudo indefinido, embora o brasileiro segurasse uma vantagem de 12 pontos na classificação. Na sexta-feira, Mansell bateu durante os treinos livres e quando Piquet alinhou o FW11B ao grid, já era o mais novo tricampeão mundial da F1.
A conquista, todavia, prenunciou um cataclisma. Piquet já se mostrava pouco contente com a atitude da Williams e do diretor técnico Patrick Head, que segundo ele, denunciavam seu acerto para Mansell. “Trouxe dez anos de experiência para esta equipe, e em troca recebi Mansell”, ironizou o brasileiro, que sofrera também um grave acidente em Imola, no início do ano.
Fulo da vida com Head, mandou-se para a Lotus e levou consigo o patrocínio da Camel e o fornecimento dos motores Honda. Mas, salvo o salário recorde, pago pela indústria do tabaco, a decisão de ir para a equipe de Colin Chapman se mostrou um completo erro.
Em 1988, Nelson chegou apenas três vezes ao pódio e abandonou sete das 16 provas no campeonato, uma delas em uma tacanha colisão com Eddie Cheever, da Arrows, em Mônaco. No ano seguinte, já sem os motores Honda, repetiu o número de abandonos e não se classificou para o GP da Bélgica – uma mancha no currículo de Piquet, que ainda viu a corrida ser vencida pelo desafeto Ayrton Senna.




Nos bastidores, a relação com o corpo técnico da Lotus também não contribuiu para um panorama favorável. Em primeiro lugar, odiou o 100T, um chassi sem resistência para comportar os motores turbocomprimidos da Honda e projetado pelo errático Gérard Ducarouge. Com a demissão do francês, chamou o amigo aerodinamicista Frank Dernie para a direção técnica da Lotus, mas pouco mudou. Veio o 101, um carro que poderia brigar entre os cinco primeiros se não fosse o motor Judd CV, avaliado simplesmente como “uma merda” pelo piloto brasileiro.
Para piorar, ainda nessa época, a relação com Senna começou a azedar. Em uma de suas primeiras entrevistas como piloto da Lotus, Piquet andou com o carro do paulista e disse que o desinfetaria bem antes de entrar no cockpit. Em resposta, Senna atribuiu a si, entre gargalhadas, como o motivo para a ausência do piloto da Lotus do noticiário. “Queria dar a chance para os outros”, ironizou, em entrevista ao “Jornal do Brasil”.
No dia seguinte, Piquet deu o revide: “Se Senna esteve desaparecido, não foi para me deixar aparecer. Foi para não ter de explicar à imprensa brasileira por que não gosta de mulher”. O armistício cessou e Senna ainda conquistou três títulos mundiais nos anos seguintes, escanteando o veterano nas páginas dos jornais.
Apesar disso, Piquet se mantinha maroto. Continuava cercado de mulheres, tinha um salário felpudo e os três títulos mundiais já o colocavam ao lado de titãs como Niki Lauda, Jackie Stewart e Jack Brabham. Teve ainda a oportunidade de se despedir com honra da F1 e trocar a Lotus pela Benetton em 1990, garantindo mais três vitórias ao currículo.
Mas aqueles dois anos obscuros ao lado de nomes como Andrea de Cesaris e Satoru Nakajima, pilotos não mais do que medianos, no grid, serão eternamente lembrados como a época em que Nelson Piquet quase destruiu sua carreira.


Nelson Piquet com a Lotus 1988


domingo, 15 de julho de 2012

Pilotos brasileiros na F-1 - Nelson Piquet

Nelson Piquet Souto Maior (Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1952) é um ex-automobilista brasileiro, campeão do mundo de Fórmula 1 em 1981, 1983 e 1987.




Biografia

Piquet nasceu no Rio de Janeiro e viveu grande parte de sua infância e juventude na recém-inaugurada capital Brasília. É filho do médico pernambucano Estácio Gonçalves Souto Maior, ex-ministro da saúde, que não aprovava sua carreira automobilística; por isso, Nelson usava o nome de solteira de sua mãe, a dona de casa pernambucana Clotilde Piquet, escrito erroneamente como "Piket" no início da carreira, para esconder sua identidade. Sua mãe faleceu em agosto de 2007 aos 84 anos de idade.[1]
O pai gostaria que o filho fosse tenista profissional, tendo inclusive o presenteado com uma bolsa numa escola em Atlanta, nos Estados Unidos. Nelson chegou a ser premiado como um bom tenista, porém não achava o esporte suficientemente excitante para que dedicasse a este sua carreira. Ainda assim, o gosto pelo tênis o fez adotar como desenho de seu capacete uma bola de tênis estilizada.


Capacete de Nelson Piquet: Desenho de uma bola de tenis estilizada
Nelson cursou engenharia mecânica na UnB até o terceiro período.
Após anos de carreira, Nelson resolveu abandonar as competições, Piquet dedicou-se à carreira empresarial. Fundou em Brasília a empresa Autotrac, pioneira no país em monitoramento de caminhões de carga, e também uma rede de lojas de pneus Pirelli, a Piquet Pneus, que já foi vendida, e uma revenda de automóveis da BMW (Piquet BMW) que também já foi vendida. Em 1995 arrendou o autódromo de Brasília, que leva seu nome, e criou uma categoria de carros esporte-protótipo, com mecânica de Fusca e motores BMW baseada em carros que eram usados em corridas no estado do Ceará, chamada Espron. Seu amigo pessoal, Marcello Prado (Vice-Presidente Executivo da BMW Brasil), além dos motores, lhe cedeu um veículo BMW 318 e Nelson Piquet com sua incrível criatividade e técnica, usou o veículo como molde para copiar o BMW em fibra de vidro para a categoria Espron. Ostentando o logo da BMW em todos os carros da categoria e pela sua forte influência sobre o público jovem da classe "A", a categoria Espron foi um excelente veículo de merchandising para a marca BMW, que na época instalava sua filial brasileira. Com a expiração do arrendamento do autódromo a administração do mesmo foi devolvida ao Governo do Distrito Federal.
Após desentendimentos com a Confederação Brasileira de Automobilismo - CBA, Piquet também tentou fundar uma entidade paralela, a Liga Independente de Automobilismo - LIA, que não vingou. Em meados dos anos 2000, o tricampeão passou a se dedicar principalmente a gerenciar a carreira do filho, Nelson Ângelo Piquet, tanto que, em 2004, Piquet pensou em voltar a correr. Desta vez na GP2, sendo companheiro de seu próprio filho em sua equipe na categoria.

Carreira

Piquet começou a carreira no kart aos 14 anos onde foi campeão brasileiro em 1971 e 1972. e em 1976 foi campeão da Fórmula Super-Vê. No ano seguinte tentou a sorte na Europa, seguindo o caminho aberto por Emerson Fittipaldi. Participando de algumas das provas do Campeonato Europeu de Fórmula 3, terminou em terceiro, com duas vitórias, atrás do italiano Piercarlo Ghinzani e do sueco Anders Olofsson.

Chegada a F-1

Em 1978, na Fórmula 3 inglesa, sagrou-se campeão e quebrou o recorde de Jackie Stewart de maior número de vitórias numa temporada. Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu em um teste oferecido pela já extinta equipe BS Fabrications, de Bob Sparshott, que tinha um McLaren M23. Pouco tempo depois, ainda em 1978, Piquet estreou de fato em uma corrida, o Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheimring, com um carro alugado da equipe Ensign. Neste ano, disputaria outros três GPs com o McLaren da BS Fabrications.


Nelson Piquet na Ensign estreando na F-1

Com o carro da pequena equipe inglesa, abandonou na Holanda e na Áustria, terminando em nono lugar na Itália, na corrida em que morreu o piloto sueco Ronnie Peterson. De toda forma, o brasileiro já era visto por muitos como uma promessa - sua aparição meteórica rendeu elogios e uma profecia certeira do chefe de equipe da BS Fabrications, David Simms. "Aposto meu dinheiro, com quem quiser, que Nelson Piquet será campeão mundial em três anos." No GP do Canadá, já fazia a sua estreia pela Brabham, com um terceiro carro da equipe então comandada por Bernie Ecclestone.

Nelson Piquet já correndo pela Brabham onde conquistou 2 de seus 3 títulos
As primeiras vitórias

E, assim, logo Piquet foi confirmado como segundo piloto para a temporada de 1979. Na equipe inglesa, chefiada por Bernie Ecclestone e com Gordon Murray como projetista, Piquet teve como companheiro o austríaco Niki Lauda, já bicampeão, que abandonou a Fórmula 1 temporariamente antes do fim da temporada. Piquet sempre atribuiu a Lauda seu aprendizado sobre como negociar contratos e comunicar suas solicitações aos engenheiros e mecânicos da equipe. O ano, porém, é marcado por alguns acidentes e muitas quebras – foram 11 abandonos em 15 corridas, apenas 3 pontos e o 15º lugar na classificação final.
Já no ano seguinte, em 1980, Piquet chegou em segundo no Grande Prêmio da Argentina e obteve sua primeira vitória na categoria no Grande Prêmio do Oeste dos Estados Unidos, no circuito de rua de Long Beach.

Pódio da 1ª vitória de Nelson Piquet na F-1 no GP de Long Beach, oeste dos EUA.
Com outras duas vitórias no ano, no Grande Prêmio da Holanda, em Zandvoort, e no da Itália, em Imola, Piquet disputou diretamente o título com o australiano Alan Jones da Williams, até a penúltima prova, o Grande Prêmio do Canadá – mas, nesta corrida, Piquet e Jones colidiram na largada, e, após uma segunda largada, Piquet teve que abandonar por uma quebra de motor e o vice-campeonato com 54 pontos
Mas em 1981 viria seu primeiro título mundial, após uma intensa batalha contra o argentino Carlos Reutemann. Na última etapa, no circuito de Las Vegas, também nos EUA, Piquet terminou em 5º lugar, mas Reutemann não pontuou chegando em 8º e o brasileiro venceu o campeonato por apenas um ponto de diferença.
Em 1982, como em muitos anos de carreira de Piquet, as inovações técnicas - especialmente a adoção do motor BMW turbo - não permitiram um desempenho suficientemente competitivo. Com o Brabham BT49D Ford Cosworth V8 aspirado, Nelson Piquet venceu o Grande Prêmio do Brasil em Jacarepaguá, mas após a corrida, sua vitória foi cassada, o mesmo aconteceu com o segundo colocado, o finlandês Keke Rosberg com o Williams FW07C Ford Cosworth V8 também aspirado. Na vistoria dos carros, os comissários de prova desconfiaram da função de uma estranha caixa preta acoplada ao Brabham, o mesmo aconteceu com o Williams. O sistema de refrigeração dos freios era feito com água, o que deixava os carros dentro do peso mínimo exigido antes da largada; porém, ao longo da corrida, a água armazenada nos carros era utilizada, o que deixava os monopostos mais leves do que os das demais equipes. Como o regulamento permitia a reposição dos fluidos antes da pesagem obrigatória, os carros voltavam a ficar dentro do regulamento. O francês Alain Prost com o Renault RE30B V6 Turbo, que terminou então em 3º lugar, foi declarado o vencedor da corrida com as desclassificações técnicas dos dois carros. O modelo BT50 BMW L4 Turbo que a equipe estreou na primeira etapa, voltou a ser utilizado definitivamente a partir do Grande Prêmio da Bélgica em Zolder até o final da temporada.
O campeonato teve o boicote das 10 equipes por divergências políticas no Grande Prêmio de San Marino em Ímola: Brabham, Williams, McLaren, Lotus, Ligier, Arrows, March, Fittipaldi, Theodore e Ensign. O atual campeão não conseguiu se classificar para o Grande Prêmio do Leste dos Estados Unidos em Detroit. Uma semana depois, o piloto brasileiro venceu em Montreal, o Grande Prêmio do Canadá, já com o modelo BT50 e com motor Turbo. A prova ficou marcada com a morte logo na largada do italiano Riccardo Paletti que não conseguiu desviar da Ferrari do francês Didier Pironi que não partiu. O ponto alto da temporada de Piquet foi um episódio tenso e, em segunda análise, hilariante. Quando estava próximo da fazer a troca de pneus e o reabastecimento no GP da Alemanha em Hockenheim, Piquet se aproximou do retardatário Eliseo Salazar e tentou a ultrapassagem na Ostkürve, a chicane norte do circuito de Hockenheim. Salazar não viu Piquet se aproximando, manteve a trajetória normal, e os dois bateram. Após sair do carro, Piquet partiu para a agressão física contra Salazar, diante das câmeras de televisão, em uma cena que demonstra um pouco do seu temperamento competitivo e explosivo. "Salazar não é piloto, é motorista", declarou Piquet à época. Curiosamente, ambos haviam se conhecido quando ainda eram recém-chegados à Europa; e, muitos anos depois, chegaram a correr juntos em corridas de Turismo. Num ano marcado por problemas políticos na categoria, acidentes e mortes de pilotos, Piquet fechou o ano em 11º lugar com 20 pontos.
Anos mais tarde, Piquet ficou sabendo de um engenheiro do motor que trabalhou com o piloto brasileiro na equipe Brabham naquela época, que aquele famoso acidente foi a melhor coisa que podia ter acontecido à BMW, porque evitou a vergonha do motor alemão explodir em seu próprio país.
Contra a quadra francesa: a Renault de Alain Prost e René Arnoux e Patrick Tambay da Ferrari, Piquet consegue em 1983 seu segundo título na última corrida, o GP da África do Sul em Kyalami. A tática da equipe era colocar pouca gasolina um dos dois carros, assim forçava a concorrência a forçarem o ritmo e, paravam para reabastecer. Foi também o primeiro campeonato vencido por um carro com motor Turbo na Fórmula 1.
Em 1984, a Brabham e o motor BMW não chegam a piorar. A McLaren, sob o comando de Ron Dennis, foi a equipe que veio para colocar ordem na Fórmula 1.
As inovações introduzidas por Gordon Murray na Brabham não são suficientes, embora Piquet tenha conquistado 9 poles no ano. Chega a liderar por várias provas, mas abandona grande parte delas por problemas mecânicos.
Piquet teve uma grande vitória. O modelo BT53, revisado, vai para o Canadá, em Montreal, com um radiador de óleo instalado no bico do carro. Durante a corrida, o radiador foi esquentando o pé do brasileiro fazendo com que o piloto praticamente abandonasse a corrida. Porém, ele seguiu adiante para vencer de forma brilhante. No podium, ele mostrava o dedo do pé com bolhas para Niki Lauda e Alain Prost. O brasileiro tenta uma reação vencendo em Detroit, nos Estados Unidos, mas fica por aí. Termina o ano em 5º lugar com 29 pontos.
Em 1985, a chance de brigar na frente foi impedida quando Bernie Ecclestone assinou um contrato de fornecimento dos pneus Pirelli. O desenvolvimento dos pneus italianos era um desafio de proporções gigantescas. Nenhum resultado poderia ser cobrado antes de dois ou três anos. Piquet consegue uma vitória no ano. Ela aconteceu em Paul Ricard, na França. Sob um calor infernal, o brasileiro faz uma corrida bem planejada. Ultrapassa Ayrton Senna da Lotus e Keke Rosberg da Williams. Vai abrindo e fazendo um ritmo de corrida muito bom. As equipes de ponta com a borracha americana da Goodyear não consegue acompanhar o ritmo imposto pelo piloto brasileiro, porque o Brabham número 7 não dá nenhuma demonstração que fará a troca; Piquet vence com relativa facilidade. Foi a última vitória da equipe na categoria. Depois dessa vitória, volta a realidade. O piloto chega a conquistar a última pole da equipe em Zandvoort, na Holanda. Terminou em 2º lugar no Grande Prêmio da Itália, em Monza. Nessa corrida, pela primeira vez juntos no podium, Piquet e Senna, o 3º colocado. Na Bélgica em Spa-Francorchamps, com a pista molhada, após a largada, Piquet escorrega na primeira curva La Source, perdendo várias posições; ele fez uma enorme corrida de recuperação e terminou em 5º. As últimas três provas do campeonato, o piloto brasileiro não terminou. Era hora de mudança de equipe, o ciclo Brabham já tinha terminado. No último ano com a equipe, terminou em 8º lugar com 21 pontos.

Willians - Honda

Em 1986 Piquet foi para a equipe de seus dois vice-campeões, a Williams, para desenvolver, junto com seu companheiro de equipe, o inglês Nigel Mansell, o projeto dos motores turbo da Honda. No primeiro ano, o carro mostrou-se competitivo, porém uma sucessão de resultados desfavoráveis e estratégias mal calculadas como na última prova da temporada (GP da Austrália), que levaram Piquet e Mansell a perder o título para Prost. Parte do fracasso se deveu a um grave acidente sofrido pelo dono da equipe, Frank Williams, que o deixou afastado do comando da equipe por vários meses, e fadado a uma cadeira de rodas pelo resto da vida. Frank foi o responsável pela contratação de Piquet, enquanto o seu sócio e engenheiro-chefe da equipe, Patrick Head, era claramente defensor de Mansell na equipe.
No Grande Prêmio da Alemanha em Hockenheim que Piquet usou a malandragem; na 15ª volta, Nigel Mansell com o carro instável errou uma freada e saiu da pista, prejudicando o rendimento dos seus pneus. O piloto avisa pelo rádio à sua equipe para colocar pneus novos nos boxes. A equipe rapidamente se prepara para recebê-lo, mas quem aparece no pit foi o Williams número 6 do piloto brasileiro. Piquet, brilhante, havia antecipado sua parada para trocá-los. Dentro do pit, pelo rádio, Patrick Head comunica ao piloto inglês para não entrar nesta volta, forçando-o a completar mais uma com os pneus bem gastos, já que a equipe estava comprometida com a execução do carro do seu companheiro de equipe.
Na primeira edição do Grande Prêmio da Hungria, Piquet realizou, sobre Ayrton Senna, a ultrapassagem que muitos consideram como a mais bela de todos os tempos na Fórmula 1 – no fim da reta dos boxes, pelo lado de fora de uma curva de 180 graus, escorregando nas quatro rodas. O tricampeão Jackie Stewart, comentando a cena, disse que era "como fazer um looping com um Boeing 747.
Em 1987, as Williams dominaram a temporada. Piquet sofreu um grave acidente logo no início do ano, em um teste no circuito de Imola, na mesma curva Tamburello que se tornaria famosa pela morte de Ayrton Senna. "Depois desse acidente, minha visão nunca mais foi a mesma, e eu perdi uma parte da noção de profundidade", declarou Piquet anos depois. Mesmo assim, Piquet e Mansell disputaram o título corrida a corrida – e Piquet, para driblar o alegado favorecimento da equipe ao inglês, lançou mão de suas conhecidas artimanhas, como testar com uma configuração ruim do carro, que muitas vezes seria copiada pelos mecânicos de Mansell, e alterá-la completamente minutos antes do treino ou da corrida.
Nos treinos para o GP da Itália, em Monza, o piloto brasileiro estreia a suspensão ativa. Consegue a pole, e também vence. Na prova seguinte, o novo componente é colocado no carro do piloto inglês, mas ele não consegue um acerto adequado. Para não favorecer apenas um lado, a equipe Williams resolve retirar a suspensão dos dois carros. A alegação é que o novo componente não estava totalmente pronto para enfrentar uma corrida e que seria muito arriscada colocar uma nova tecnologia sem ainda ter uma certeza plena de que ela seria melhor e mais resistente que a suspensão tradicional. A verdade é que Mansell não entendia o funcionamento correto dela, diferente do Piquet que tirava máximo proveito. Resultado, na reta final, os dois carros voltam para a suspensão convencional em condições iguais. Nos GPs da Espanha e México, Mansell vence, com Piquet em quarto e segundo lugar respectivamente. O brasileiro vai para o Japão com 12 pontos de vantagem. Nos treinos oficiais no circuito de Suzuka, na ânsia de superar o tempo do seu companheiro de equipe, Mansell sofre um forte acidente, embora não o tenha causado ferimentos sérios, deixou-o sem condições para disputar a prova, e Piquet sagrou-se tricampeão mundial por antecipação.
Na última corrida, o GP da Austrália, em Adelaide, o piloto inglês não aparece. Acabou sendo substituído pelo italiano Riccardo Patrese.


Nelson Piquet na Willians, temporada de 1986

Últimas temporadas na Lotus e Benetton

A Honda, então consagrada com o melhor motor turbo do período, deixou a Williams e em 1988 passou a equipar a McLaren e a Lotus. Para a McLaren, conseguiu a contratação de Ayrton Senna, e para o lugar que Senna deixara na Lotus levou Nelson Piquet com um contrato milionário. Mas o carro amarelo da lendária equipe, projetado pelo engenheiro francês Gérard Ducarouge (que trabalhou com Senna em 1985 à 1987 na equipe), mostrou-se problemático. Mesmo tendo o motor japonês, a Lotus não tinha forças para lutar com a mesma intensidade do que a McLaren. O Lotus era 7 km/h mais lento do que o McLaren no retão em Jacarepaguá. O carro da Lotus era 2 segundos mais lento e aumentava para 3 em San Marino. O carro não reagia as modificações propostas e experimentadas pelo piloto. O diagnóstico de Piquet: excessiva torção na parte traseira do chassi. Segundo comentários da imprensa automobilística internacional, o Lotus 100T tinha a estrutura rígida de uma casquinha de sorvete. O motor não era o problema por causa do baixo rendimento do carro, mas sim o chassi que Piquet declarou publicamente que era "uma merda" e desentendeu-se completamente com Ducarouge. Com condições de disputar posições com os carros equipado com motor aspirado, o piloto terminou o campeonato em 6º lugar com 22 pontos conquistados.
Sem o motor Honda, para 1989 a Lotus contratou Frank Dernie, vindo da Williams; mas o propulsor japonês havia deixado a equipe de Frank, e o time de Peter Warr fechou com o motor Judd que mostrou-se um dos mais fracos da época. O piloto só conseguia se classificar nas provas praticamente no final do grid e disputar posições pelo bloco intermediário e de vez em quando dava para marcar alguns pontos. Para piorar, o brasileiro não conseguiria se classificar para o Grande Prêmio da Bélgica em Spa-Francorchamps, o mesmo acontecendo com o seu companheiro de equipe, o japonês Satoru Nakajima. Pela segunda vez na carreira que o piloto brasileiro ficava ausente de uma corrida. Nenhum pódio, e mais um ano tendo que disputar com o pelotão intermediário, Piquet terminou em 8º lugar no campeonato com 12 pontos.
Desiludido com as duas temporadas frustantes na Lotus, Piquet assinou contrato com a equipe Benetton para a temporada de 1990. A falta de potência do motor Cosworth V-8 era compensada pelo notável equilíbrio do chassi do carro, e, após algumas boas corridas, Piquet vence o polêmico GP do Japão, (aquela prova, segundos depois da largada que Senna enfia o seu carro na traseira da Ferrari de Prost ao tentar fazer a primeira curva da pista e com os dois fora da pista, acabou decidindo o campeonato a favor do brasileiro da McLaren). A vitória teve sabor mais especial ainda para Piquet porque o segundo colocado foi o seu amigo de adolescência Roberto Moreno, também pela Benetton, estreando como substituto de Alessandro Nannini, que havia sofrido um gravíssimo acidente de helicóptero que lhe afastou em definitivo da Fórmula 1.
Piquet também venceu a corrida seguinte, o Grande Prêmio da Austrália, após uma manobra arriscada na última volta – Nigel Mansell, que ao volante da Ferrari tentava ultrapassar o brasileiro, foi obrigado a frear fortemente e sair da pista na curva mais fechada do circuito, quando o brasileiro, simples e propositalmente, ignorou sua tentativa e seguiu o traçado normal. Um lance sarcástico típico de Piquet no GP de número 500 da história da categoria. Com o magnífico lance, Piquet terminou em 3º com 43 pontos1, e se classificou à frente de um piloto da McLaren e da Ferrari.
Em 1991, ainda na Benetton, Nelson obteve sua última vitória na F-1 no Grande Prêmio do Canadá, e também em cima de Mansell – a quem Piquet se referia ironicamente como "o idiota veloz". O inglês liderava com mais de 50 segundos e, na última volta, já acenando para os torcedores, começou a andar lento. Por causa disso, o alternador não gerou energia suficiente para abastecer toda a eletrônica embarcada do Williams e o carro simplesmente "morreu". Após a vitória, Piquet passou pelo carro parado de Mansell acenando para o rival. Depois declarou que quando viu o carro do piloto inglês parado naquele momento "quase teve um orgasmo". Neste mesmo ano, a Benetton substituiu Roberto Moreno pelo jovem talento Michael Schumacher, patrocinado pela Mercedes-Benz, que até então havia disputado apenas sua corrida de estreia na Fórmula 1. Insatisfeito com as perspectivas da sua equipe para a temporada de 1992, já que o novo motor Ford Cosworth não era suficientemente potente para deixá-lo em condições de voltar a brigar por títulos, Piquet, já com 39 anos de idade e 204 GPs no currículo, decidiu abandonar a categoria máxima do automobilismo após chegar em 4º lugar no chuvoso Grande Prêmio da Austrália. Encerrou sua carreira na principal categoria em 6º lugar com 26.5 pontos


Nelson Piquet na Lotus 1988-89


Nelson Piquet na Benetton, última equipe em que competiu na F-1




Roberto Pupo Moreno com Nelson Piquet, ambos corriam pela Benetton
Após a F-1

Em 1992, Piquet começou a entrar em entendimentos com a Ferrari para voltar à Fórmula 1 na temporada do ano seguinte. Piquet era um antigo sonho da scuderia italiana, mas ambas as partes acabaram não se acertando, principalmente devido aos altos valores pedidos pelo piloto. Era o adeus a qualquer perspectiva de retorno. No mesmo ano, Nelson Piquet decidiu correr as 500 Milhas de Indianápolis, com um Lola-Buick da equipe Menards. Rapidamente se destacou como o mais rápido entre os estreantes. Mas, em um dos treinos, um furo lento num pneu fez o carro rodar a toda velocidade na curva 4 e se espatifar de frente na mureta de proteção do circuito. Além de traumatismo craniano e lesão torácica, Piquet sofreu fraturas múltiplas nas pernas e nos pés. Várias cirurgias no Hospital Metodista de Indianápolis reconstruíram os membros inferiores, mas deixaram seqüelas que obrigaram o brasileiro a abandonar as categorias de monopostos. Mesmo assim, Piquet voltou a Indianápolis para a corrida de 1993, pela mesma equipe, mas foi obrigado a abandonar por problemas de motor. Em 1996 se envolveu em um acidente no Rio de Janeiro em evento realizado por marca de carros de luxo.
Desde então, Piquet corre apenas por prazer em eventos como as 24 Horas de Le Mans e as 24 Horas de Spa-Francorchamps, e em provas de Turismo como a Mil Milhas Brasileiras, que venceu duas vezes - a última em 2006, dividindo um Aston Martin DBR9 com Hélio Castroneves, Christophe Bouchut e Nelson Ângelo Piquet.